"Se apenas soubesses o quanto te quero
Se sentisses o mesmo que sinto
Verias que não sai de mim
A tua imagem.
Mas pensar em ti é pouco
Pouco para o tanto que te quero
Para o tanto que te desejo
Aqui, agora.
Também pensas em mim – dizes
Não tanto quanto eu em ti - digo
Ter tua amizade é uma dádiva
Ser teu amigo é tortura.
Porque isso é muito pouco
É quase nada do que quero
Muito aquém do que desejo
E do que espero de ti.
Pois que te quero como um todo, completamente
E não em parte.
E se agora partes sem me dar tudo,
Não quero de ti mais nada."
Para ler ouvindo Everytime.
segunda-feira, 14 de julho de 2008
all I want
sábado, 12 de julho de 2008
more than poetry
Parafraseando Clarice Lispector, é uma história em tecnicolor para ter algum luxo, por Deus, que eu também preciso. Amém para nós todos.
quinta-feira, 10 de julho de 2008
words of a poet
Ultimamente ando lendo muito. Nada de livros específicos - apesar que recentemente comprei "A Hora da Estrela", de Clarice Lispector, em áudio-livro - mas trechos destes. E em uma destas procuras me deparei com isto:
Ahora se acostumbren sin mi.
Yo voy a cerrar los ojos
Y solo quiero cinco cosas,
cinco raices preferidas.
Una es el amor sin fin.
Lo segundo es ver el otoño.
No puedo ser sin que las hojas
vuelen y vuelvan a la tierra.
Lo tercero es el grave invierno,
la lluvia que ame, la caricia
del fuego en el frio silvestre.
En cuarto lugar el verano
redondo como una sandia.
La quinta cosa son tus ojos,
Matilde mia, bienamada,
no quiero dormir sin tus ojos,
no quiero ser sin que me mires:
yo cambio la primavera
por que tu me sigas mirando.
Amigos, eso es cuanto quiero.
Es casi nada y casi todo."
É de Pablo Neruda esta poesia. E não a traduzi de propósito. A prosa pode ser traduzida sem que se perca muito do sentido que o autor quis dar à obra, mas a tradução da poesia deve ser evitada para que prevaleça a idéia de quem escreveu e não de quem traduziu.
Nunca fui um romântico ao pé da letra, mas ultimamente estou meio sensível às coisas do amor e essas palavras de Neruda meio que me deixaram tocado, e quase chorei.
sexta-feira, 4 de julho de 2008
hopefully
Há algo chamado esperança. Que tudo se resolva, que tudo termine, que tudo recomece, ou que nada acabe e que tudo continue como está. E basta querer que ela chega, basta deixar espaço para que venha. Mesmo quando tudo parece vazio e sem graça. E é isso que nos mantém de pé. E então fazemos planos e sonhamos que se concretizem logo para podermos palpar este sonho e tê-lo como realidade. E assim vamos caminhando e sobrevivendo.
quinta-feira, 3 de julho de 2008
writers' rooms
O The Guardian publicou uma reportagem especial interessante sobre como eram os quartos dos escritores famosos como George Bernard Shaw, Lord Byron, Charles Darwin etc... este aqui é o de Virginia Wolf:

