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quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

travelling around

Os ingleses, como sempre, adoram inventar moda. A última ideia que lançaram não é exatamente original, porém extravagante: um hotel flutuante.
Não se trata, contudo, de algo que flutue sobre as águas, como os grandes navios trans-oceânicos. Ele flutuaria no ar. Isso mesmo, como um grande Zeppelin. Como disse, não se trata de uma ideia nova, visto que o conceito do grande balão foi desenhado e patenteado no século XIX. O projeto, sim, é moderno. Serviços 5 estrelas para poucos abastados que, entediados com o modo tradicional de viajar, gostariam de variar um pouco e experimentar as emoções de cruzar o mundo dentro de uma bolha de gás.
Esperamos que a tecnologia moderna tenha superado um problema elementar em veículos deste tipo: a alta inflamabilidade do hidrogênio. Uma pena seria se tão grandioso projeto tivesse o mesmo fim do Hindenburg.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

smile

E por falar em tirar a ferrugem, o último fim-de-semana foi um bom começo.
Há muitos anos atrás, mais precisamente no final do século passado (!) surgia aqui no Brasil uma novidade importada do Reino Unido. Algumas pessoas se reuniam em lugares abertos, longínquos, perto da natureza, para cultuar uma espécie de som produzido digitalmente e que passou a ser conhecido como música eletrônica. E eu, bem, eu e mais uma meia dúzia de amigos tivemos a oportunidade de freqüentar várias dessas festas, as primeiras que apareceram por aqui, lá pelos idos de 1990...As chamadas Raves se popularizaram e atingiram o mainstream, tornando-se o que vemos hoje em dia. Perdeu-se aquele charme underground e blá blá blá... Isso é outra história.
O saudosismo veio com um convite para Buenos Aires, onde aconteceria a Creamfields, uma das griffes que surgiram com a popularizacão das raves. E depois de alguns anos a gente ainda se lembra como as coisas funcionam; é como andar de bicicleta - nunca se esquece. É claro que, hoje em dia, a evolução (?) vem acompanhada de pequenos prazeres: sala VIP, private Bar & Lounge, muito champagne e Satoshi Tomiie tocando só pra você, além da companhia divertidíssima da turma do Ismael (*), do edredon de plumas de ganso siberiano, da piscina com vista a Puerto Madero, do risoto de lagostins do Marcelo, das medialunas do café da manhã e de algumas comprinhas no duty free.
E o meu fim-de-semana não poderia ter sido melhor.




(*) - Ismael: tradução tupiniquim de Smiley, figura simpática que de tudo ri sem motivo aparente e sem razão. Aliás, uma figura sem qualquer razão at all!