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quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

write in peace

A Montblanc resolveu fabricar uma caneta em edição limitada para homenagear Mahatma Gandhi, pacifista indiano e famoso defensor da não-violência como forma de protesto. Apesar da simplicidade da sua vida e de seus valores, a caneta que homenageia o líder espiritual e fundador do moderno Estado indiano é feita de ouro e prata e traz sua figura gravada na pena, tudo pela bagatela de US$24 mil.
A Justiça indiana não gostou e entrou com um processo para impedir a distribuição da caneta no país, alegando que o instrumento de luxo não é uma forma adequada de homenagear alguém conhecido por sua austeridade e que a Lei indiana proíbe o uso impróprio de símbolos e nomes.
Em um país onde cerca de 40% dos adultos é analfabeta, escrever não deve mesmo fazer parte do cotidiano das pessoas. Mesmo assim, das 70 canetas destinadas à comercialização na Índia, 42 já foram vendidas. A fundação de caridade do bisneto de Gandhi já recebeu da companhia US$145 mil em doações e receberá entre US$200 e US$1 mil para cada caneta vendida. Ou melhor, receberia, visto que a Montblanc anunciou a suspensão das vendas até que o processo seja julgado.

sábado, 2 de agosto de 2008

the science of reasoning

A matemática explica tudo:

sábado, 21 de junho de 2008

traffic and the city

Sinceramente, eu adoro morar em São Paulo. O grande aglomerado de 20 milhões de pessoas me excita, me diverte, me dá oportunidades, me mostra coisas novas todos os dias, me faz crescer. Talvez por isso tenho repetido, desde que cheguei aqui, que não conseguiria viver em qualquer outra cidade brasileira. Este sou eu, um ser urbano por excelência. Nem sempre foi assim, óbvio, mas esse lugar é como Coca-Cola, depois que se conhece, não se quer saber de outra coisa. Afinal, por que raios estamos neste mundo se não para conhecer a tal da felicidade? Suponhamos que felicidade=saúde+amor+$$$, a questão é onde conseguir juntar os três fatores que, somados, dariam o resultado da equação? E é aí que entra o lugar que escolhemos para viver. Claro que há os que conseguem obter tudo isso, digamos, no interior do Piauí, mas por uma questão de simples estatística, no meu caso, é mais provável que a felicidade esteja em alguma das 64.385 esquinas da cidade.
Como tudo o que é superlativo, os problemas tampouco são pequenos. E um dos vilões da moda é o trânsito. Quando até os otimistas prevêem um colapso em 5 anos, aí começo a me preocupar. Soluções a longo prazo à parte, os endinheirados já têm a sua:




São apenas números:
  • 6 milhões de carros, 1.000 novos a cada dia;
  • 469 helicópteros, superando Nova York e Tóquio;
  • 420 helipontos, 75% do total brasileiro e 50% a mais que em todo o Reino Unido;
  • 70 mil vôos de helicóptero ao ano, 7 vezes mais que em Londres;
  • 820 pilotos que podem ganhar até US$100.000 ao ano.
Alguém ainda acha que $$$ não faz parte da equação da felicidade?